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IODO, ZINCO, SELÊNIO e FLAVONÓIDES: Nutrientes Que Atuam Na Tireoide


A tireoide é uma glândula produtora dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que realizam muitas funções no corpo humano, dentre as quais o controle do metabolismo. Como o próprio nome do T3 já diz, tri-iodo-tironina, a estrutura dos hormônios tireoidianos é formada a partir do iodo. Apesar de ainda não comprovado, acredita-se que outros micronutrientes participam também das reações promovidas pela tireoide. Entre os alimentos que podem influenciar a glândula, destaco: o iodo, o zinco, o selênio, as isoflavonas e soja, o glúten, os glicosinolatos.


A absorção dos micronutrientes acima se dá apenas através da alimentação, razão pela qual a dieta do indivíduo atua como um importante fator para o desenvolvimento de doenças tireoidianas. Assim, quando uma pessoa faz uma dieta pobre de micronutrientes ou restritiva, está se sujeitando a apresentar um déficit de nutrientes e consequentemente uma tireoide de atividade ineficaz, o que é manifestado seja por meio da alteração dos valores dos hormônios, seja por sintomas clínicos.


O IODO

O hipotireoidismo, já explicado em posts anteriores, quando causado por déficit alimentar de iodo, deixou de ser um problema de saúde pública no Brasil, após a adição de iodo no sal de cozinha, o que passou a ser aplicado a partir de 1950. De lá para cá, após várias pesquisas de avaliação de eficácia desta prática, observou-se a redução da incidência de bócio endêmico na população, de 20% para 1,4% da população.





O bócio é uma das manifestações de hipotireoidismo por deficiência de iodo. Assim, apesar desta medida ter garantido a redução do bócio por déficit de iodo, muitas pessoas passaram a desenvolver doenças pelo excesso de sal, como a hipertensão arterial, outras não se beneficiaram da ingestão de iodo através do sal, uma vez que passaram a evitar o seu consumo, sobretudo os vegetarianos.



Por outro lado, observa-se ainda um valor muito elevado de iodo na urina de crianças escolares, refletindo uma dieta rica em sal, acima do recomendado pela ANVISA.


Portanto, a vigilância na redução do sal de cozinha em escolas deve ser incentivada e observada outras formas de inclusão de iodo na dieta que não apenas o sal.


A ingestão dietética recomendada de iodo é de 150 µg/dia para adultos, 220 µg/dia para gestantes e 290 µg/dia para lactantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ingestão de 75 µg de iodo ao dia, o que corresponde a 10g de sal iodado.

O iodo somente é obtido na dieta, estando presente não somente no sal de cozinha, mas também nos seguintes alimentos: nos frutos do mar (ostras, moluscos, mariscos e peixes de água salgada), no leite e seus derivados (desde que oriundos de animais que tenham pastado em solos ricos em iodo ou alimentados com rações que contenham o nutriente), na castanha do Brasil.


Veja também: Você precisa repor iodo?


SELÊNIO

O selênio é um elemento que participa de reações intracelulares de função antioxidante, ainda atua no sistema imunológico e participa da homeostase da glândula tireoide, através de reações de síntese de hormônios tireoidianos.

Não há um valor limite preciso de selênio a ser ingerido, sugerido pela OMS como parâmetros de segurança, e no Brasil, o valor de ingestão na população varia de 20 - 120µg/dia.




Boas fontes de selênio são encontradas no feijão preto, nas carnes e nos frutos do mar, nos pescados como atum e sardinha, assim como as castanhas. Uma castanha de caju contém em média 28 µg de Selênio, assim, o hábito de comer duas unidades por dia já é o suficiente para suprir as necessidades diárias habituais, ainda que a quantidade deste mineral por castanha varie de acordo com o solo de plantação.


Não há indicação de dosagem laboratorial rotineira de selênio, pois sua deficiência é rara, no entanto, tem-se observado um efeito adverso com dieta excessiva em selênio, acima de 300µg/dia, entre os sintomas são: falta de apetite, alterações da pele como inflamações e vermelhidão, diarreias, alteração do humor com tendência a depressão. Necessitam uma maior atenção aos casos de pacientes com doenças da tireoide, alimentações restritas e doenças de distúrbios alimentares.



ZINCO

O zinco é um mineral que também participa da função tireoidiana e sua deficiência pode ser a causa de hipotireoidismo, porém mais estudos devem ser feitos para confirmar essa relação. O consumo inadequado de zinco não é raro na população, estando presente em quase 30% da população adulta. A recomendação de ingestão de zinco é 15mg/dia. Você encontra zinco na dieta através de consumo de carnes e pescados, castanhas e nozes.



SOJA E FLAVONOIDES

A soja, por apresentar estrutura semelhante ao hormônio estrogênio, tem apresentado benefícios na prevenção de alguns cânceres, na redução da evolução da osteoporose e na amenização dos sintomas da menopausa, constituindo uma boa fonte de proteína. No entanto, apresenta o outro lado da moeda, pois parece inibir a função da tireoide, o que piora a situação de hipotireoidismo, podendo alterar as funções hormonais da tireoide e das vias sexuais em crianças.



GLÚTEN

O glúten, que é encontrado na maioria dos grãos, é a substancia inflamatória nas pessoas que sofrem de doença celíaca, seus portadores, portanto, devem fazer uma dieta restrita de glúten. Nesses pacientes, se observou também uma maior incidência de doenças da tireoide. Assim, acredita-se que o glúten possa estar relacionado com a indução de doenças tireoidianas, mas não há estudos confirmando isso em pessoas saudáveis.



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BRÁSSICAS


As brássicas são hortaliças (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, couve-manteiga, nabo, rabanete, repolho, além de alho e cebola) e, se consumidas cruas, são fontes de glicosinolatos que atuam na disfunção da tireoide. Até o momento, não há estudos que definam a quantidade de brássicas que podem afetar a tireoide.




Concluímos que ainda é muito incerto a relação dos nutrientes com a tireoide, mas sabemos que há sim relação da dieta com a glândula. Assim, pessoas com doença tireoidiana, ou com dieta muito restrita como doenças celíacas, vegetarianos, ou dietas hipocalóricas, devem optar por uma dieta variada, buscando obter fonte de nutrientes não somente para tireoide mas para o equilíbrio da função de todos os órgãos do corpo.



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Dra. Lia Lima



Referencias:

NADAL; J. MEZZOMO; T.R. Effect of nutrients and dietary substances on thyroid function and hypothyroidism. Demetra. V.11, N.2, P.427-443. 2016.


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