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A Melhor Dieta Para Diabéticos


A diabetes é uma doença que se caracteriza pela manutenção do estado de hiperglicemia crônica no paciente, isto é, quando este possui continuamente elevados valores de “açúcar” (ou glicemia elevada) no sangue. Isso pode se dá por várias razões, podendo-se citar como uma das causas a deficiência na produção pelo organismo do paciente do hormônio que regula a glicemia, que é a insulina.


Por outro lado, há também pacientes que produzem muita insulina, mas esta não funciona a contento, não conseguindo cumprir com seu papel, de modo que, em ambos os casos, a glicemia se mantém em níveis elevados na corrente sanguínea. A glicemia consiste na concentração de glicose no sangue e, em geral, deve ser dosada após um período de 9 a 12h de jejum.


A principal fonte de glicose do organismo são os carboidratos (ou os hidratos de carbonos), que servem de oferta de energia para uso imediato. Como os diabéticos têm muita glicose na corrente sanguínea, criou-se a ideia de que todo diabético deveria abortar a ingestão de carboidratos da dieta.


Ao longo dos anos, predominou a orientação ao “pré-diabético” (pois esse termo é ultrapassado, mas fácil de entender), assim como ao portador da doença, quanto à necessidade de privação de fontes de doces e açúcares, sob pena de acometimento de vez da doença ou o seu agravamento, se já existente. Hoje sabe-se que a ingestão de carboidratos, associados com grãos e fibras, isto é, de carboidratos complexos, como o amido, ajuda a manter os níveis glicêmicos na diabetes sob controle, além de contribuir para saciedade e manutenção do peso.


Os carboidratos simples são as substâncias que não precisam ser degradadas para seu uso nas células. São encontrados na alimentação em forma de glicose, frutose, lactose, sacarose, dextrose e maltrose. Sabe-se que, do valor calórico total diário consumido por uma pessoa, a ingestão de até 10% de carboidratos simples não provoca alteração no controle glicêmico, mesmo no portador de diabetes tipo um.


Certo é que, se antes os carboidratos eram tidos como os vilões da dieta do diabético, nos últimos anos essa situação foi significativamente alterada. Atualmente, considera-se que os grandes vilões para dieta dos diabéticos são os excessos alimentares, principalmente se constituídos de carboidratos simples, devendo o indivíduo dá preferência ao consumo de carboidratos complexos e evitar o consumo de gorduras “trans” e de gorduras saturadas, de modo a equilibrar a oferta de nutrientes.


As gorduras se dividem em saturadas, insaturadas e trans. As gorduras trans são de origem vegetal e sofrem a transformação química através da hidrogenação. São encontradas nos alimentos fritos, congelados e industrializados. Devem ser consumidos o mínimo possível, pois tem alto poder de formar placas de gorduras nos vasos sanguíneos, prejudicando a circulação sanguínea. As gorduras insaturadas contribuem para a diminuição do estado inflamatório que o diabetes promove, além do que reduzem os triglicérides e aumentam a quantidade do HDL-colesterol, conhecido como o bom colesterol. Você encontra gorduras insaturadas no azeite de oliva e azeite de canola, nos peixes, soja, açafrão e milho.


A associação americana de diabetes ADA recomenda que a dieta do paciente com diabetes deve ser individualizada, respeitando-se suas preferências alimentares, hábitos e crenças, mas também que seja realizada uma monitorização glicêmica periódica para o sucesso alimentar. De uma forma generalizada, a dieta do diabético deve ser constituída das seguintes fontes de nutrientes, respeitando o valor calórico total (VCT) diário de cada um:

  • 45-65% do VCT carboidratos (preferir os carboidratos complexos e com fibras);

  • 10-20% do VCT de proteínas (exceções da nefropatia diabética);

  • Fibras 1400g para cada 1000 calorias, da dieta 30% do VCT de gorduras (preferencia monoinsaturadas. Evitar gorduras trans e saturadas).

Diabéticos obesos e/ou com esteatose hepática (fígado gorduroso) devem dá preferência a uma dieta semelhante à do mediterrâneo, em que há maior ingestão de gordura monoinsaturada (Aproximadamente 40% carboidratos, 20% proteínas e 40% de gorduras monoinsaturadas).

E atenção: se você quiser saber tudo e mais um pouco sobre esse assunto tão importante, que é a diabetes, baixe gratuitamente meu e-book sobre o assunto, clicando no link a seguir AQUI



Dra. Lia Lima



Referencias:

VILAR, L; NAVES, L; FREITAS, M.C et al. Dislipidemias e obesidade: investigação diagnostica das dislipidemias. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. V.44; N.5; P.606-620. São Paulo, outubro 2000.

MILECH; A. et al. Epidemiologia e prevenção. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2015-2016. P. 91-110, Editora Gen, 2016.

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