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Qual A Melhor Dieta?


"Que O Seu Remédio Seja Seu Alimento

E Que Seu Alimento Seja Seu Remédio"

Com a frase acima de Hipócrates que inicio esse texto, discutindo sobre a existência de vários tipos de dietas e quais os benefícios que cada uma pode trazer à saúde. Quando falo em dieta, falo de hábitos alimentares e quais seus constituintes.


Na internet, muitas são as postagens sobre indicação de alimentação saudável, mas poucas são aquelas que explicam quais são os nutrientes que as compõem, qual e porque cada alimento é indicado, tampouco estipulam um período determinado de tempo que devam ser seguidas.

Dentre as dietas mais conhecidas, que estão associadas a benefícios trazidos à saúde, temos:


1) Dieta do mediterrâneo, hábito alimentar comum da região ao redor do mar mediterrâneo. É rica em grãos integrais, legumes, frutas, vegetais, nozes, ingestão de gorduras do tipo insaturadas: azeite de oliva e peixes.


2) Dieta DASH (Dietary Approach to Stop Hypertension), indicada pela associação americana de cardiologia, é rica em frutas, legumes e produtos lácteos com baixo teor de gordura, pobre em gorduras saturadas, gorduras totais, grãos integrais, aves, frutos do mar, nozes e restrita em sódio, carne vermelha e carnes processadas, doces e açúcar.


3) Dieta Paleolítica ou low-carb: sugere o hábito alimentar o mais semelhante possível àquele adotado na era paleóiza, com maior ingestão de carnes, peixes, frangos e vísceras. Uso de gordura animais, como a banha e a manteiga em moderada quantidade. São permitidas as frutas, os vegetais e o amido de origem vegetal (raízes e arroz) em quantidade moderada. Evitar os industrializados, os grãos de trigo, soja e derivados, e todos temperos artificiais.



4)MIND (Mediterranean DASH Intervention for Neurodegenerative Delay): mistura de dieta DASH com a do Mediterrâneo que promete ajudar na prevenção de doenças neurodegenerativas;


5) Contagem de pontos;


6) Ornish: redução de 10% do total de caloria da dieta tradicional e estimula exercícios;


7) Flexiterianos: comem apenas quando sentem fome;


8)Vegetarianos: restringe proteínas de origem animal;


9) Crudivorianos: alimenta-se essencialmente de alimentos crus, seja de origem animal ou vegetal; porem, se a opção for por apenas alimentos crus, de origem vegetal, o nome desse habito alimentar chama-se: Crudivegetarianos.


10) TLC (Terapeutic Lifestyle Changes): seu foco é reduzir os índices de colesterol sanguíneos através da alimentação e mudanças de estilo de vida;


11) Ducan ou dieta da proteína: permite industrializados, baixíssimos carboidratos e elevada proteína;


12) Cetose: permite industrializados, zera carboidratos e elevada proteína e gordura;


13 )FMD (Fast mimicking diet) ou Jejum intermitente.


Ainda existem vários hábitos alimentares ou dietas que são temporárias: dieta da emergência, dieta da sopa, dieta do casamento, dieta das letras, dietas detox, e por assim segue e possivelmente haverão outros e novos nomes.


Mas não se engane: todas os hábitos alimentares listados acimas estão em comum acordo com : MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA E EXERCÍCIOS FÍSICOS REGULARES.


para entender melhor dos alimentos, veja abaixo:


Os alimentos se dividem em macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos) e micronutrientes (vitaminas, minerais e água). Sabe-se que uma dieta rica em apenas um tipo de macronutrientes não é saudável a longo prazo. Portanto, as dietas muito radicais não serão tratadas nesse texto.


DIETA E COLESTEROL

Na dieta mediterrânea e na dieta com baixo teor de gordura (DASH) foram observados redução de peso, da pressão, aumento do HDL-colesterol e diminuição do LDL-colesterol e, consequentemente, proteção na formação de placas de gorduras nos vasos sanguíneos.


DIETA E HIPERTENSÃO

Tanto a dieta do mediterrâneo como a DASH se relacionam com a redução dos valores de pressão arterial. Quando se avalia os macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos, nesse estudo os insaturados), notou-se, no estudo OmniHeart, que uma dieta rica em carboidratos gera piora nos níveis pressóricos, sendo sugerido substituir, nas diferentes dietas, o excesso de carboidratos por outros nutrientes.


DIETA E OBESIDADE


Dietas com menor rigidez e maior flexibilidade de alimentos, com a intenção de educação alimentar, têm mostrado maior sucesso na manutenção de peso. Ainda, após acompanhar várias dietas de baixa caloria e com diferentes proporções de macronutrientes, é possível observar que todas costumam levar à perda de peso. No entanto, apenas as dietas hipocalóricas compostas de alimentos de baixo índice glicêmico obtiveram uma melhoria adicional com a redução de marcadores inflamatórios.


Assim, pode-se concluir que basta fazer uma restrição calórica alimentar importante para perder peso, porém, para obter efetiva melhoria na saúde, é necessário não apenas uma alimentação de baixa caloria, mas também o consumo de alimentos de qualidade.


Dietas ricas em polisaturados como os peixes estão associadas a uma melhoria das doenças aterogênicas, aquelas que formam placas de gorduras nos vasos. Dietas ricas em frutas e legumes estão associadas ao maior controle de peso e manutenção da saciedade.


Exemplo: uma dieta hipocalórica pode ser realizada com uma refeição grande e muitas horas em jejum até a realização de outra refeição. Mesmo fazendo uma refeição rica em gorduras (churrasco, pizza), a pessoa pode perder peso se ficar em jejum nas próximas refeições. No entanto somente é possível permanecer com baixas reações de inflamação no corpo e reduzir o risco de aparecimento de doenças se a dieta se der com a ingestão de alimentos com baixa carga glicêmica, em pequenas quantidades e em intervalos curtos.


Mas o que é o índice glicêmico?

É a quantidade de hormônio insulina presente nos alimentos. Quanto maior o índice, mais insulina é liberada e vice-versa. A insulina controla os níveis de glicemia no sangue. Assim, alimentos de baixo índice glicêmico costumam liberar menos insulina no corpo, conferindo menor alteração nos valores de açúcar.


DIETA E DIABETES

Autores vêm defendendo que as dietas com ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico e alimentos compostos de lipídeos polinsaturados conferem ação preventiva ao desenvolvimento de diabetes, apresentando impacto semelhante ao uso de medicações para o mesmo fim. A dieta indicada ao diabético hoje deve ser composta de 40 a 60% de carboidratos, 15 a 20% proteínas e o restante dividido entre gorduras e fibras. Devendo preferir a ingestão dos carboidratos complexos, como o amido e as gorduras saturadas, encontrados no azeite e nos peixes. Em alguns casos, como os portadores de doença renal no diabetes, a ingestão de proteínas pode ser ainda menor.


DIETA E SÍNDROME METABÓLICA

A síndrome metabólica consiste no conjunto de sinais apresentados por uma pessoa que elevam as chances da mesma de ser acometida por um ou mais episódios de infarto e/ou acidente cerebral vascular. Em geral, tais sinais são hipertensão arterial, obesidade do tipo central (em que a gordura de localiza no abdome), elevados valores de cintura abdominal e valores sanguíneos de lipídeos e glicemia alterados.


A dieta do mediterrâneo mostrou melhora da glicemia e dos lipídeos sanguíneos, assim como a redução da cintura abdominal. A dieta DASH, por sua vez, mostrou redução, nos pacientes, dos valores de pressão arterial.


Assim, não há uma dieta especifica, que sirva de padrão para todas as pessoas. A melhor dieta é individualizada, respeitando o ser humano como único, tentando ajustar seus hábitos, costume, crenças e prazeres alimentares à rotina de alimentação. Uma orientação nutricional se faz essencial para cada ser humano, pois cada um também carrega com si genes de diferentes doenças que podem ser prevenidas com diferentes hábitos alimentares.


Da mesma forma, há dietas que podem ser maléficas para determinadas pessoas. Por exemplo, a dieta paleolítica tem uma maior quantidade proporcional de proteína na alimentação e pode ser prejudicial se adotada por idosos com função renal prejudicada, porem pode ajudar os idosos portadores de osteosarcoma, desde que apresentem boa função renal.



Dra. Lia Lima




Referencias:

SCHUSTER; J. OLIVEIRA; A.M. BOSCO; S.M. O PAPEL DA NUTRIÇÃO NA PREVENÇÃO E NO TRATAMENTO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES E METABÓLICA. Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul. N.28, 2015.

SIMPSON; S. COURTEUR; D. Putting the Balance Back in Diet. Cell. V.161, N.1, P.18-23. Marco, 2015.

SIMPSON; S. COURTEUR; D. Putting the Balance Back in Diet. Cell. V.161, N.1, P.18-23. Marco, 2015.

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