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MENOPAUSA: uma fase da mulher cheia de dúvidas. Entenda e se informe melhor sobre ela.


Para o mês da mulher, vamos falar de uma fase especial, de amadurecimento, de mudança de corpo, que apenas elas passam.


Climatério é o nome cientifico que se dá para os sintomas que surgem no período antes, durante e até depois da menopausa. Esses sintomas são derivados dos baixos valores hormonais circulantes na corrente sanguínea, que podem ser leves, moderados ou graves.

E lembre-se: Não são necessários a presença de todos sintomas para caracterizar o climatério.


Menopausa é a o nome que se dá pela instalação da fase, que toda mulher experimenta, após cessar os ciclos menstruais. Deve ser registrado pelo menos 12 meses, consecutivos, sem apresentação da menstruação. Acomete em geral, mulheres entre 45-55 anos de idade.


Então quando é a menopausa precoce?

Menopausa precoce é aquela com ausência de menstruarão antes de 40 anos.


A terapia de reposição hormonal vem com a intensão de amenizar os sintomas, especialmente os de intensidade moderada a grave, quando acomete a qualidade de vida do paciente.

Os principais sintomas associados ao climatério são:


1-Sintomas vasomotores: “fogachos”: ondas de calor que ascende do troco para cabeça, com rubor facial e sudorese e extremidades frias, com intenso desconforto e irritabilidade. Geralmente iniciam-se a noite e a paciente relata que acordou com a blusa molhada.

2-Urogenitais: atrofia vulvovaginal (diminuição das células da região) evolui com diminuição da lubrificação local levando a dispaurenia (dor durante o ato da relação sexual) e o risco de infecções urinárias de repetição.


3-Redução da libido (redução da vontade e do prazer ao ato sexual)


4-Distúrbios emocionais: impaciência, agressividade e flutuação do humor.


5-Osteoporose: o estrógeno, um dos hormônios que reduz nessa fase, é um estimulador ósseo, e na sua diminuição, ocorre desaceleração da formação do osso. Mulheres pré-dispostas a “ossos fracos”, tem maior chance de desenvolver ou piorar a saúde dos ossos, nesse período, com a instalação de osteopenia ou osteoporose.

6-Ressecamento da pele, fragilidade de cartilagens e articulações, aceleramento do envelhecimento.

AS PRINCIPAIS DÚVIDAS:

1- Sou histerectomizada, fiz a retirada do útero, como sei que estou na menopausa?


Nesse caso, o diagnóstico pode ser dado por acompanhamento dos valores de determinados hormônios, que vão diminuindo até atingir os valores de referência da menopausa. Caso a paciente não faça seu acompanhamento hormonal, as presenças dos sintomas climatéricos podem nortear a instalação da fase.


Modulação hormonal ou Terapia de Reposição Hormonal (TRH) no climatério ainda é bastante controverso. Observo como é frequente o número de mulheres, que vem a uma primeira consulta ao endocrinologista, já menopausadas, fazendo a terapia de reposição hormonal, sem seguimento, sem acompanhamento e sem orientação.


Não é a TRH que me assusta, mas o fato delas abandonarem o seguimento e muitas vezes nem dar a importância que esse assunto pede. Às vezes, somente descubro o uso de hormônios quando pergunto minunciosamente as medicações em uso, ou quando pergunto se faz uso de fibras na dieta e por algum motivo a paciente vem me falar do uso da linhaça ou leite de soja, para menopausa e aí leva a paciente lembrar da medicação de reposição hormonal.


2- Quando é a fase ideal para iniciar o tratamento?

Estudos sugerem que quando confirmada o climatério deve-se iniciar a TRH, visando evitar surgir quadros de situações irreversíveis ou de difícil controle, como uma osteoporose avançada, ou fogachos potentes.


3- Se eu não iniciei minha TRH nessa fase, ainda posso?

Se a paciente estiver dentro dos critérios de benefícios ao uso de TRH, não há data específica de início, porém estudos sugerem que esse tratamento, após longo tempo de menopausa, são poucos os benefícios encontrados com a exposição aos hormônios.


4-Por quanto tempo devo fazer o tratamento?

A orientação é um tratamento individualizado, onde o paciente vai usar sua medicação, na menor dose possível, que convém para o tratamento dos sintomas, visando obter sempre um benefício maior que o risco, enquanto aquele sintoma existir.

Deve-se atentar para fazer as prescrições dos hormônios no menor tempo que for necessário, e essa decisão ocorre em conjunto com o médico e o paciente.

Portanto, é de grande importância o acompanhamento com o médico que está fazendo sua TRH, não deixando de abandonar a sequência de retorno e realização de exames.


5-Então qualquer mulher pode fazer?

Apesar de a maioria das mulheres puderem, sempre tem que haver uma avaliação rigorosa e triagem de riscos, uma vez que houve a descoberta do famoso estudo WHI, em 2002, (Women´s Health Initiative), que publicou no Journal of the American Medical Association.


O trabalho, que contou com a participação de 27 mil voluntárias americanas, chegou à conclusão de que o tratamento com hormônios aumentava os riscos de eventos como câncer de mama na maioria das mulheres usando diferentes formas de administração de terapias, e o “infarto” e “derrame” com o uso de terapias específicas. A partir daí a terapêutica passou a ser vista com muita desconfiança. Porém, de tudo que é ruim, podemos tirar o lado bom, pois muitas críticas surgirão ao estudo e muito mais cautela tem pregado na terapia e novas formas de uso e doses menores tem pregado.

Hoje, existem critérios de contraindicação absoluta para realizar a terapia, existem também os casos que não contraindicam e até casos que se beneficiam. A ideia é tratar todas aquelas que se beneficiam, os outros casos, somente com bastante olhar médico e cautela. O câncer de mama e de endométrio são exemplos de contra indicações.


6-Então você está me dizendo que a própria menopausa aumenta a chance de infartos? Mas o estudo acima citado disse que a terapia com hormônios que estão baixos na menopausa aumenta a chance de infartos. E aí? Como fico?

São exatamente essas críticas que surgiram desde então, pois já se sabia que a instalação da menopausa, com redução dos hormônios circulantes, aumenta a prevalência de infartos e de derrames em mulheres quando comparado aos homens. O que se acredita é que esses hormônios são como os corticóides, dito pela população como uma “faca de dois gumes”, sabendo usar não acarretará danos.


7- Quais hormônios são esses?

Estamos falando, em repor, em especial, o estrogênio e a progesterona. No entanto, sabe-se também que a testosterona está reduzida nessa fase, mas seguindo a literatura e os estudos, não há segurança no uso de testosterona para o tratamento do climatério. Assim como não há indícios de segurança do uso desses hormônios para fins estéticos, mesmo que haja uma possível melhora.


O fato que eu gostaria de deixar a mensagem que caso você esteja com esses sintomas, procure seu médico de confiança, que te acompanha e conheça seus hábitos, converse e sinta-se seguro em iniciar TRH se for a necessidade, pois obtemos inúmeros benefícios com o mesmo. Não deixe de fazer seu retorno regular e realizar exames, pois assim reduz a chance de erro e infortuno.


8- A TRH (Terapia de Reposição Hormonal) engorda?

Não é bem assim. O fato é que a menopausa pode acelerar a instalação de uma doença chamada síndrome metabólica, na qual ocorre aumento de gordura em região abdominal e aumenta a chance de ocorrer um infarto ou um derrame. Assim, teoricamente a TRH deveria emagrecer, no entanto, algumas substâncias utilizadas podem ter ação de reter líquidos, que dá uma falsa impressão de ganho de peso na balança.


9- E porque o terror da TRH com o cigarro?

O hábito de fumar já eleva a chance de infartos e derrames em pacientes pré-dispostos, o que já é um sinal de alerta para avaliação mais rigorosa da inicialização ou não da terapia. No entanto, é conhecido que o cigarro diminui a absorção dos hormônios, utilizados no tratamento e diminui seu tempo de ação no organismo, necessitando usar doses maiores, por via oral, e aumentando o risco.


10-Os alimentos que imitam o estrogênio, os fitoestrogênios, ajudam ou não nos sintomas climatéricos?

Apesar de observar muito paciente relatar que melhora, os estudos e livros afirmam que não. Sabemos que esses alimentos vegetais contêm estrutura semelhante ao estrogênio, e que, na teoria, poderia imitar sua função. São eles: soja, linhaça, grãos integrais, alguns legumes.

11-Me falaram que posso dosar esses hormônios pela saliva, é verdade?

Esse tipo de exame não tem uso em larga escala e tem pouca avaliação. Os valores de referência que checamos e que garante segurança para o médico e para o paciente, ainda é: a avaliação dos hormônios pela dosagem no sangue.

Quanto ao seguimento, como deve ser feito?

Isso é específico de cada caso de paciente, mas em linhas gerais, acompanhamento anual com exames para avaliação de mama, útero, riscos cardíacos e valores hormonais. A necessidade de redução dos retornos deverá ser sugerida pelo médico dependendo de cada situação.


Um beijo a todos,

Dra. Lia Lima


Referencias:

VILAR, L; NAVES, L; FREITAS, M.C et al. Dislipidemias e obesidade: investigação diagnostica das dislipidemias. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. V.44; N.5; P.573-583. São Paulo, outubro 2000.

Diretrizes febrasgo 2014 para trh: http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2014/12/SOBRAC.pdf

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