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“Comfort Foods”: A Comida da Vóvó- Com Dra. Lia Lima




O crescimento da industrialização alimentar e a facilidade ao acesso a alimentos, que antes eram impossíveis de adquirir (a globalização de ingredientes), propiciou a demanda de comidas que estavam associadas a nostalgia alimentar, os “comfort foods”.


“Comfort food” designa toda comida escolhida e consumida com o intuito de proporcionar alívio emocional ou sensação de prazer, sendo associada muitas vezes a períodos significativos da vida do indivíduo (como a infância) e/ou à convivência em grupos considerados significativos por ele (como a família).


Mas não é só isso.


É notado que esses alimentos não são apenas a representação de uma memória agradável, mas também causa sensação física de prazer e bem-estar, durante seu consumo, sendo que a busca por esses alimentos são muitas vezes, realizadas em períodos de stress, fragilidade ou melancolia.


Notando isso e observando a oportunidade de venda, a indústria alimentar não deixou barato encheu as prateleiras dos mercados, os cardápios de restaurantes e bares e os nomes de lojas de alimentos que evocam esse tipo de alimentos, como: comida da vóvó, alimento da alma, o tradicional prato, o mais original, entre outros, sempre pregando a valorização de uma alimentação mais saudável e mais natural. Só que não...


A alternativa de comprar um alimento veiculado às boas memorias, aparentemente mais saudável, e tão saboroso quanto aos tradicionais alimentos industrializados das prateleiras, nos traz a enganosa sensação que estamos optando por algo melhor. Mais uma armadilha.


As características de “comfort foods” são diferentes na literatura, sendo que a maioria delas podem ter as seguintes manifestações:

Conforto emocional

Sensação de prazer

Preferencias por alimentos de alto teor Açúcar ou carboidrato

Facilidade de mastigação

Comida caseira associada a infância ou a situações específicas

Busca por esses alimentos quando o indivíduo apresenta sinais de stress ou melancolia.


Existe uma designação interessante para esse termo, que ao ler, já nos faz lembrar do que é exatamente um alimento desse:


"Comida da alma é aquela que consola, que escorre garganta abaixo quase sem precisar ser mastigada, na hora da dor, de depressão, de tristeza pequena. Não é, com certeza, um leitão à pururuca, nem um menu nouvelle seguido à risca. Dá segurança, enche o estômago, conforta a alma, lembra a infância e o costume."





O que se tem observado é que esse tipo de relação com o alimento é definido, especialmente, na infância e na adolescência. Ainda se observa que os tipos e as preferencias pelo alimento são diferentes entre as culturas. Portanto, uma “relação de lembrança”, com determinado alimento, só poderá causar prazer, se o indivíduo for apresentado a esse prato. Isso mostra como as culturas podem interferir nessa criação de memória neuronal.


A medicina não está fora desse contexto. Os “comfort foods” causam realmente alteração no funcionamento do corpo. Durante os stress, ou fragilidade emocional, observa-se o aumento do cortisol e com isso, a ativação do sistema da fome, no cérebro.


É sabido que os glicocorticoides aumentam o apetite, e sendo o cortisol um deles e estando aumentado no stress, nada mais normal que a fome esteja aumentada também.

Porém, a fome que o cortisol causa não é destinada a qualquer alimento, e sim a aqueles palatáveis (agradam o paladar do homem), ativando uma areazinha especial do cérebro chamada de “sistema hedônico da fome”, promovendo o aumento, naquele local, de dopamina.



A dopamina é um neurotransmissor que está envolvida no controle de movimentos, aprendizado, humor, emoções, cognição e memória. A maioria das recompensas aumentam o nível de dopamina no cérebro, e muitas drogas viciantes aumentam a atividade neuronal da dopamina.


Nada mais normal de confirmar que o comportamento de vício está associado a muitos alimentos. Atenção!


Sem julgamentos para aqueles que necessitam dos “comfort foods”. Mas se for para comer um comer um desses, que seja o original, feito na casa da vóvó de verdade, seguindo todo o protocolo.


Por hoje é isso, leitores, espero que tenham gostado, pois fiz com carinho!


Muito Obrigada, Mil Beijos e Fiquem em Bem e em Paz.


Dra Lia Lima



referencias:


HORTA, Nina. Não é sopa. São Paulo: Cia das Letras, 1996.

SPERANDIO, M.H; GIMENES-MINASSE, G. Comfort food: sobre conceitos e principais características. Contextos da Alimentação – Revista de Comportamento, Cultura e Sociedade Vol. 4 no 2 – Março de 2016, São Paulo: Centro Universitário Senac

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