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Amigos para sempre: OBESIDADE e DOR.- Com Dra. Lia Lima



Já é sabido que a obesidade e a dor articular estão associadas, e até parece óbvio. Mas como isso acontece?

  1. A primeira pergunta foi: será a dor que aumenta a obesidade ou será que é a obesidade que aumenta a dor?


É notado que pessoas com dores crônicas têm mais dificuldade de mobilidade articular e realizarem determinados movimentos, além disso, foi observado que esses indivíduos estão constantemente com alteração do humor.


A dificuldade de movimentos, somado a dor articular e mau humor, são uma excelente mistura contra a vontade de exercitar-se e disciplinar-se na alimentação.


Dessa forma, a primeira teoria era que as pessoas com dores crônicas são desestimuladas a mudarem o estilo de vida, por variados fatores associados, e dessa forma, culminavam com ganho de peso.


Apesar da teoria fazer sentido, não foi levado em consideração que a obesidade é uma doença e que pessoas não predispostas a obesidade, mesmo com dor e com sedentarismo e descaso alimentar, não apresentavam ganho de peso.


Entendendo que a obesidade é uma doença e que ela pode apresentar muitas consequências, a segunda proposta da teoria da relação dor e obesidade foi:


2. A obesidade causa aumento da pressão sobre as articulares, mudança do eixo de equilíbrio, pelo acúmulo de gordura visceral (abdominal) e compressão, pelo tecido gorduroso localizado no local da dor, piorando todo o processo.


O nome dessa teoria foi a chamada de relação biomecânica da obesidade na dor. E por muito tempo, essa foi a teoria mais completa e aceita. Na verdade, ela está correta, mas não está completa.


A obesidade é também um processo inflamatório e isso piora as dores. Essa informação foi provada após identificar que, quando as pessoas portadoras de dores crônicas, eram mais obesas, piores eram a dores relatadas por eles.


Assim, os cientistas começaram a dosar as substancias inflamatórias que poderiam estar presentes nas duas doenças, dor e obesidade.


Foi notado que, realmente, pessoas com dores porém não obesas, não apresentavam tais substancias inflamatórias como: TNF (fator de necrose tumoral), INL 9 (interleucina 9), entre outras.


E aí, vem outro questionamento:


3. Será que uma alimentação saudável poderia ajudar na perda de peso e melhorar o processo inflamatório, e quem sabe ajudar na dor e no humor?



E não foi que o achado foi POSITIVO? Claro que, para mim, isso não foi uma surpresa, vai! Mas que, pelo menos, esse resultado possa ser um fator incentivador, para as pessoas que sofrem de dores crônicas, a modificarem a alimentação.


Foi observado ainda, que a ingesta de peixes e nozes foram os hábitos alimentares com mais impacto na melhora das dores, muito possivelmente secundário ao poder do ômega 3 e os anti-oxidantes, neles presentes.


Concluímos que aprendemos alguns tópicos aqui nessa postagem:

  • A obesidade piora a dor e não a dor piora a obesidade!

  • A obesidade modifica a postura e piora as dores de articulações.

  • A obesidade libera fatores inflamatórios que pioram a dor.

  • Quanto pior o grau de obesidade, pior a dor.

  • A alimentação é uma boa intervenção de estratégia para melhorar a inflamação, causado pelo excesso de peso relacionado a dor.

  • Se puder escolher UMA MUDANÇA: opte pelas nozes, um punhado ao dia, no lugar do lanche.

Por hoje é isso, espero que gostem!


Muito Obrigada, Mil Beijos e Fiquem em Paz


Dra. Lia Lima

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Referências:


EMERY, C; OLSON, K.L; BODINE, A, et al. Dietary intake mediates the relationship of body fat to pain. Pain. 158(2), P.273-277. 2017.

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Uma atuante no metabolismo funcional e low carb que tem o objetivo de utilizar e agregar a tecnologia como complemento do tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos, prestar informações relevantes sobre as doenças metabólicas e propiciar um meio para compartilhamento de experiências no enfrentamento dessas doenças e incentiva-los na busca de qualidade de vida!

Dra Lia Lima

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