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O Assustador Cortisol Elevado- Com Dra. Lia Lima



Ele é um hormônio que esta no seu corpo e se alterado, pode causar uma desorganização terrível, uma delas é o excesso de peso e stress...


excesso de cortisol, Será o seu caso?


Cortisol, como já descrito é um hormônio. Ele é produzido pelas glândulas adrenais. Sua principal função é deixar o homem em estado de “alerta”, “disposto” para realizar a jornada no turno da manhã.


Quem é a Adrenal


A glândula adrenal, também conhecida como supra-renal é um órgão pequeno, tem cerca de 5cm, localizada em cima dos nossos rins. Por se localizar acima dos rins, recebe o nome de supra-renal, e assim como os ruins, são duas. São tão pequenas que não são possíveis de serem visualizadas ao Ultrassonografia de rotina, a ponto de ser necessário uso de técnicas especiais para identifica-las ao exame de tomografia computadorizada, até o momento.

Ela, apesar de pequenina, é potente! Produz mais de 50 hormônios diferentes, de forma que seu funcionamento deve ser avaliado, concordam?


Fisiologia das adrenais


As adrenais são famosas pelos 3 S

  • Salt – controla os sais e líquidos do corpo

  • Sex - controla os hormônios sexuais

  • Sugar - controla as fontes de energia para o corpo e leva ao aumento da glicose no sangue.

Mas não é só isso... pode ser muito mais.


A glândula adrenal se divide em dois tecidos: um externo (cortex) e interno (medular)


O tecido medular é produtor das catecolaminas: adrenalina, noradrenalida, epinefrina.


O tecido cortical se divide em três:

Zona glomerulosa: produtora de mineralocorticoides, sendo o mais famoso a aldosterona.

Zona fasciculada: nossa atenção de hoje é voltada para ela por produzir os glicocorticoides, sendo o mais famoso o cortisol

Zona reticulada: produtora dos hormônios sexuais, sendo a testosterona e estradiol mais famosos.


Hormônios Adrenais


Apesar da adrenal possuir tecidos e áreas específicas para produção de determinados hormônios, ela funciona como uma unidade. Todos os hormônios produzidos alí, costumam vir de uma só fonte estrutural, o colesterol.

Ainda, para chegar a produção de um hormônio final, muitas vezes exige a participação de hormônios de outras finalidades. Vejam a cascata abaixo, para formar hormônios de cortisol, as estruturas de aldosterona participam. Para forma testosterona, quase todos os hormônios da adrenal chegam a participar. De forma que estamos falando de uma coisa UNA, e a deficiência ou excesso de um, leva necessariamente ao desbalanço da outra.


Função do Cortisol


Principal função dele é deixar o homem com atenção ativa, alerta, disposto, vigor.

Cortisol é vida!

O Cortisol é responsável por estimular ou inibir a proliferação de células da imunidade, e ainda, controla a inflamação. De forma que é usada para tratamento de doenças auto-imunes, doenças inflamatórias crônicas e o câncer.

Ele, por cuidar da imunidade, está em contato íntimo da flora bacteriana.

Regula a velocidade de proliferação e renovação das células ósseas

Promove quebra de proteínas para fornecimento de energia. Prefere os músculos de membros braços e pernas.

Promove quebra de gorduras para fornecimento de energia, com predileção de gorduras de membros. Vale ressaltar que o cortisol estimula depósito de gordura em região abdominal e pescoço.

Não utiliza os carboidratos como fonte de energia, de forma que aumenta a glicose na corrente sanguínea e piora a resistência à insulina.

Conecta-se com o cérebro e tem influência na fome e humor.

Controla os sais e líquidos do corpo


E o excesso de Cortisol causa o que?


Após saber o que ele faz, se ele estiver em excesso fica fácil de entender:

  • A imunidade baixa;

  • Os líquidos e sais ficam retidos de forma que aumenta a pressão arterial e o individuo se queixa de inchaço, especialmente em face;

  • Perda de músculos em braços e pernas, a ponto de causar fraqueza nesses músculos, com pele fina no local;

  • Aumento da barriga, estrias avermelhadas no abdome;

  • Diabetes mellitus, pelo aumento da glicose e piora da resistência a insulina;

  • Aumento do apetite e fissura por alimentos mais calóricos dado ao aumento da secreção de leptina e neuropeptideo Y, no cérebro que controla a fome;

  • Piora do humor, agressividade, depressão, com redução da serotonina cerebral;

  • Osteoporose precoce;

  • Stress, pelo excesso de estado de alerta e sono não reparador;

  • Alteração do sono.


Como avaliar o Cortisol?


São três tipos de exames:

Exame de sangue:

cortisol basal: realizado pelo exame de sangue, pode ser pedido as 8:00 e as 17:00

existe os testes de cortisol após ingestão de corticoides também.

Exame de saliva

cortisol salivar da meia noite e outros horários podem ser solicitados.

Exame urinário

cortisol urinário, na urina de 24h


E agora, O que fazer?


O tratamento para redução de cortisol consiste em uma estratégia de 7 pilares, de forma que todos eles devem ficar no topo de prioridade. A falta de atenção em um desses pilares permite que a glândula adrenal ainda se mantenha produzindo cortisol em excesso. Então anota aí:


1. Exercícios físicos


Atingir a meta de realização de atividade física em torno de 150 minutos semanais. O tipo do exercício deve ser aquele que te trás prazer. Poder ser qualquer um, de forma que atinga o tempo ao longo da semana na intensidade moderada (que leva ao corpo aquecer e ficar ofegante).

Como você deve distribuir esses 150 minutos ao longo de sua semana? Da forma que dá, dentro da sua escala semanal.

Não vale ficar fazendo “selfie” durante a prática de exercícios físicos, hein!


2. Hidratação


A substância H2O participa de todas as reações celulares, de forma que é essencial a presença dessa molécula para reações químicas equilibradas. A sede é sinal de alerta, é estado grave de desidratação, portanto, não permita isso acontecer. Crie uma estratégia em ingerir entre 2-2,5 litros de água por dia, no mínimo.

Se você não costuma beber água com frequência, atente-se nesse pila, pois ele é primordial!


3. Conecte-se consigo


Costumo falar que para alcançar saúde de forma completa, precisa-se dar atenção ao seu corpo, de forma completa também. A isso, damos o nome de medicina holística. Somos corpo e alma. Os médicos têm competência para tratar o corpo, mas como fica a alma?

Ah, e alma você pode chamar de espirito ou energia ou luz... estou me referindo a mesma coisa.

Se somos um só: corpo e alma. Como ter saúde se você só cuida do corpo? E o resto? Atenção, suas doenças podem estar vindo daí e o uso de medicamentos só vai servir para “tapar o sol com peneira”.

Para se conectar consigo você consegue através da meditação, oração ou mesmo medito-oração. Faça aquele que for mais respeitoso para você, nesse momento. Procure parar por 10 minutos ao dia e escutar apenas a sua respiração, realizada através do nariz, de boca fechada, escutando e pensando apenas na respiração, se for para pensar, procure comunicar-se com Deus.


4-Identifique os fatores estressores


Se a glândula adrenal produz cortisol como resposta ao estresse, é tanto quanto primordial aos outros itens, identificar o fator que está te levando ao “stress”, pois se não, como a glândula poderá deixar de se estimulada? Procure identificar esses fatores no trabalho, nas relações pessoais e familiares, na forma que você leva a vida e a organiza, e resolva-os. Caso não se sinta preparado para enfrenta-los, procure um terapeuta para te ajudar a identificar esses fatores e refletir uma forma e o melhor momento de resolve-los.


5- Tenha momentos de relaxamento


Sem muito a ter de explicar esse item. Crie hábitos de lazer e aproveite. Sugiro desligar-se do celular.


6. Aproxime-se de pessoas que te fazem bem


E afaste-se daquelas que te fazem mal. Afastar-se não é desprezar alguém ou ser covarde, é apenas poupar-se para se fortalecer. Lembre-se que seus problemas, em algum momento devem ser resolvidos, e afastar-se dele por um momento pode ser uma estratégia para alcançar a vitória.


7. Alimentação anti-cortisol


Essa você encontra na próxima postagem! Até lá..

E se você gostou dessa postagem, não esquece de compartilhar com seus amigos,

Beijos e fiquem com Deus

Dra. Lia Lima



Referencias:

BARBOSA, S. M. A. et al. Qualidade de vida no serviço público – o stress e sua influência na mudança da conduta alimentar. In: 14º CONGRESSO DE STRESS DA ISMA-BR; 16° FÓRUM INTERNACIONAL DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. Anais... São Paulo, 2013.

OLIVEIRA, C. M. Impacto do estresse crônico associado a um modelo de obesidade sobre atividades comportamentais e marcadores hormonais e bioquímicos. Porto Alegre: UFRGS, 2013. Mestrado (Mestrado em Ciências Médicas) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013.

BITTENCOURT, Karen Freitas; VAZ, Julio Cezar; ZANIN, Rafael Fernandes. REVISÃO DA LITERATURA: OBESIDADE, ALIMENTAÇÃO E ESTRESSE. SEFIC 2015, 2017.

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