Blog

SAÚDE E BEM-ESTAR

Assine gratuitamente para receber dicas, atualizações e outros materiais.

Veja também...

Qual Seu Tipo de Diabetes? Parte 1


QUAL SEU TIPO DE DIABETES? PARTE 1


Você recebeu o diagnóstico ou está em tratamento para diabetes mas não sabe qual a classificação da sua doença, o tipo do seu diabetes? Não se preocupe, pois isso é bem comum. É essencial classificar o tipo de diabetes em todos os pacientes, e certamente todos os médicos que tratam diabetes o fazem, mas acredite ou não, muitas pessoas não sabem o seu tipo de diabetes e isso faz grande diferença no resultado do tratamento.


ATENÇÃO! O diabetes pode se desenvolver de maneiras diferentes (mecanismos) e por isso que existem vários tipos e que podem receber tratamento diferentes, portanto, deixar o paciente ciente do tipo de diabetes que ele apresenta é oferecer a possibilidade da própria pessoa se conhecer e participar ativamente do tratamento.


É SIMPLES! De forma simplista (e a intenção desse blog é ser simples e não técnico) o diabetes é classificada em quatro tipos: 1- diabetes mellitus tipo 1 (DMT1), 2- diabetes mellitus tipo 2 (DMT2), 3-Diabetes Gestacional e 4-Outros. Os outros tipos de diabetes são: diabetes monogênica, diabetes induzida, etc e que são menos frequentes.


SÃO IGUAIS, MAS SÃO DIFERENTES! Apesar de existirem tipos diferentes de diabetes, todos eles possuem algo em comum: hiperglicemia (aumento da glicose na corrente sanguínea). O aprendizado até agora é: para ser diabetes, independentemente do tipo, é necessário ter hiperglicemia. O diagnóstico de diabetes é dado com registro de hiperglicemia que pode ser feita pela glicemia de jejum ou pela Hemoglobina Glicada. Para entender o que é a Hemoglobina Glicada clique aqui.


OS DIFERENTES TIPOS DE DIABETES


DMT1. Diabetes tipo 1 (também conhecido como diabetes mellitus insulino-dependente ou diabetes da infância ou diabetes juvenil) ocorre quando o pâncreas se torna incapaz de produzir insulina, através de um processo de autoimunidade.


O QUE É A INSULINA? A insulina tem inúmeras funções, sendo a mais importante dela, controlar a glicose (uma forma de açúcar que fornece energia para as células do corpo). A insulina é encarregada de impedir que a glicose fique elevada na corrente sanguínea, portanto, ela baixa os valores de glicose “no sangue”, levando a molécula glicose para o interior das células, que será utilizada como fonte de energia. Sem insulina, portanto, a glicose não “entra” na célula e permanece elevada na corrente sanguínea (hiperglicemia), ou seja, com diabetes. Outros hormônios são responsáveis por elevar a glicemia, então com a ajuda da insulina (que impede que ela se eleve) e os outros hormônios – em especial o glucagon – (que impede que ela baixe) a glicose, na corrente sanguínea, permanece em uma faixa de segurança para o organismo.

PRECISO DE INSULINA, JÁ? Essa é a dúvida mais frequente quando a pessoa recebe a informação que está com DMT1 e que o tratamento é com insulina.


Entender que diabetes é ter hiperglicemia é fácil, mas entender porque precisa aplicar insulina desde o começo do diagnóstico é que é mais difícil.


A maioria das pessoas desenvolvem o diabetes são DMT2 e recebem tratamento com medicações orais, em algum momento, essas pessoas também podem necessitar de reposição de insulina. Já no DMT1, que são a minoria, há necessidade de reposição de insulina imediata e as medicações orais não apresentam, até o momento, eficácia. A necessidade de reposição de insulina, de forma precoce no DMT1, ocorre de forma diferente do DMT2, uma vez que o pâncreas não produz insulina devido ao processo de imunidade.


IMUNIDADE? A imunidade é o sistema de defesa que todas as pessoas possuem, de retirada de estruturas nocivas, que não tem valia para saúde, entretanto, a imunidade pode funcionar de forma anormal. Quando a imunidade funciona além da normalidade, de forma patológica, ela ataca não apenas material desnecessário, como também em órgãos e em estruturas saudáveis, deixando-as sem seu funcionamento adequado. Quando a imunidade se desenvolve contra estruturas saudáveis e próprias do organismos, intitulamos de autoimunidade.


AUTOIMUNIDADE E DIABETES TIPO 1. O diabetes mellitus do tipo 1 se desenvolve por conta que as células produtoras de insulina (células beta) do pâncreas sofreram processo de autoimunidade a ponto de não conseguir mais produzir o hormônio.


AUTOIMUNIDADE E DOENÇAS. Uma vez que o processo de autoimunidade patológica é ativado, vários órgãos podem ser acometidos e é por isso que se sabe que uma vez feito o diagnóstico de uma doença sabidamente autoimune, outras doenças autoimunes podem se desenvolver e devem ser vigiadas. O que ainda não sabemos é por que as pessoas desenvolvem esse distúrbio imunológico que lesiona a si próprio, até o momento, sabe-se que há uma predisposição genética envolvida.


Essa descrição toda foi para atentar que no caso da diabetes mellitus do tipo 1, que é autoimune, deve-se sempre investigar outras doenças como: doença celíaca, hipotireoidismo de Hashimoto, vitiligo.


A forma de confirmar a autoimunidade no diabetes mellitus tipo 1 é dosando auto anticorpos que contra o pâncreas:

ANTI-GAD

ANTI-ILHOTAS DE LANGEHANS

ANTI-INSULINA

SINAIS E SINTOMAS DE DIABETES TIPO 1


Acredita-se que o processo autoimune do diabetes tipo 1 ocorra ao longo de muitos anos, mas sua manifestação clínica costuma ser aguda com hiperglicemia associada aos sintomas da famosa regra dos 4 ”P”, esses sintomas são principalmente decorrentes da falta de insulina e não pelo excesso de glicose:

Poliuria (urina em excesso);

Polidpsia (sede além do comum);

Polifagia (fome além do padrão) e

Perda de peso.


A descrição acima é o que ocorre na maioria das pessoas, mas não é necessário que o indivíduo apresente todos os sintomas ou pode até mesmo não apresentar nenhum deles e descobrir o diabetes, em uma hiperglicemia ao acaso.


O excesso de glicose, por sua vez, pode causar confusão mental, lentidão nos pensamentos, turvação visual, dores musculares, sensações de formigamentos ou queimação de mãos e pés, entre outros.


Em geral acomete as crianças e adolescente e em pessoas magras, no entanto, cada vez mais se observa a presença de diabetes autoimune em pessoas acima do peso e além desta faixa etária.

O TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 1.


Se tratando de uma doença que desenvolve anticorpos contra as células beta pancreáticas, produtoras do hormônio insulina, tornando-as incapazes de produzir o hormônio, o tratamento do diabetes tipo 1, até o momento, se faz com reposição de insulina, que pode ser feito por canetas, seringas ou pela "bomba" de insulina. Essa informação é bem simplista, pois o diabetes também apresenta alteração de outros hormônios, mesmo que de forma menos impactante, e que segue como tema de estudos pelos cientistas.


Existem vários assuntos a ser abordado no diabetes tipo 1 como: fase de lua-de-mel, tecnologia em diabetes, bomba de insulina, contagem de carboidratos e fatores, entre outros assuntos que serão abordados nesse blog, nas próximas postagens que envolvem diabetes, vocês certamente vão gostar. 🤞


Na postagem seguinte estaremos descrevendo o diabetes tipo 2 e se você tem diabetes tipo 1, não deixa de contar pra nós e para as pessoas que estão lendo, como foi o seu diagnóstico! Também não deixa de compartilhar essa postagem para aquelas pessoas que sofrem de diabetes tipo 1!!!🤓🤓🤓


Esperamos que tenham gostado dessa postagem, da qual participa o Dr. Marcio Krakauer, endocrinologista coordenador do Departamento de tecnologia, saúde digital e telemedicina da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), a ADIABC (Associação de Diabetes do ABC) e a Liga de Diabetes da Faculdade de Medicina do ABC.



Clique aqui para conhecer, participar e ajudar a ADIABC

Siga também a ADIABC nas redes sociais:


Facebook: https://www.facebook.com/adiabc.diabetes/


Instagram: https://www.instagram.com/adiabcdiabetes/?hl=bg


Para mais

informações

Agende uma

Consulta!

Últimas Postagens

  • Instagram ícone social
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon

Uma atuante no metabolismo funcional e low carb que tem o objetivo de utilizar e agregar a tecnologia como complemento do tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos, prestar informações relevantes sobre as doenças metabólicas e propiciar um meio para compartilhamento de experiências no enfrentamento dessas doenças e incentiva-los na busca de qualidade de vida!

Dra Lia Lima

CLÍNICA

Edifício Bacelar Work Center, 
R. Dr. Bacelar, 368 - Vl Clementino, Cj 51
São Paulo - SP, 04026-001

WhatsApp Image 2018-07-27 at 12.15.26
WhatsApp Image 2018-07-27 at 12.15.25
WhatsApp Image 2018-07-27 at 12.15
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44.46
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44.47
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44.48
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44.45
WhatsApp Image 2018-07-27 at 11.44

Dra. Lia Lima -  Todos os direitos reservados. © 2016 

Tel.: (11) 3181-8283

(11) 97577-9922 

  • YouTube - White Circle
  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle