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Nefropatia Diabética: A Importância dos Rins no Diabetes

NEFROPATIA DIABÉTICA

É OUTRA COMPLICAÇÃO DO DIABETES

QUE MUITOS PACIENTES

POSSUEM,

MAS POUCOS

SABEM!


Há alguns dias atrás escrevemos sobre neuropatia diabética, uma complicação bastante prevalente, porém pouco diagnosticada nos diabéticos. Assim como a neuropatia, a nefropatia é uma complicação do diabetes mal controlado, portanto é importante ficar atento ao funcionamento dos órgãos e realizar exames rotineiros para investigar qualquer dano precoce.


A postagem de hoje é sobre o rim, já que no mês de março se comemora o dia mundial do rim, e a diabetes é a principal causa de doença renal em estágio terminal. A área que estuda e trata as doenças renais é a Nefrologia, no entanto, a Endocrinologia carrega grande responsabilidade da saúde dos rins, quando o assunto em questão é o diabetes.


QUAL A FUNÇÃO DOS RINS?


Os rins funcionam como filtros no corpo humano e tem a função de eliminar, pela urina, as substâncias provenientes das reações que ocorrem no interior do corpo e que não tem mais utilidade. Ao mesmo tempo que elimina toxinas, os rins também retém elementos que não devem ser descartados, como as proteínas, por exemplo.


Dessa forma o rim tem a capacidade de selecionar as substâncias que precisam sair e aquelas que precisam ficar, e caso essa capacidade esteja comprometida, ocorrerá perda de substâncias vitais na urina, como acúmulo de substâncias, que em excesso no corpo humano, são nocivas.

COMO O DIABETES PODE CAUSAR LESÃO AOS RINS?


Ainda não se conhece muito bem como é o mecanismo exato de lesão no interior das células renais causado pelo excesso de glicose. O que sabemos é que o corpo humano é adequado para um valor máximo e mínimo de glicose, de forma que o excesso e a baixa de glicose na corrente sanguínea causam danos às células do corpo.


Os órgãos mais sensíveis a essa variação de glicemia são: coração, rins, neurônios, vasos e olhos, de forma que a atenção deve ser redobrada para eles. Isso ocorre porque a glicose entra nessas células independente da insulina, e nesses casos, pequenas variações de glicemia são suficientes para ser notado. Ainda é teórico, mas acredita-se que a glicemia cronicamente elevada gera dano no funcionamento das células dos rins, pois reduz a capacidade de eliminar radicais livres, do seu interior.


Quando os rins apresentam qualquer redução do seu funcionamento adequado, em pessoas com diabetes, damos o nome de nefropatia diabética.


NEFROPATIA DIABÉTICA


Qualquer pessoa com diabetes (tipo I ou II) corre o risco de desenvolver doença renal. A nefropatia diabética se manifesta após vários anos depois de o paciente apresentar diabetes, em média, após 10 anos. Ainda assim, a checagem do bom funcionamento do rim deve ser anual e precoce, em todas as pessoas com diabetes.


A nefropatia diabética faz com que o órgão perca a capacidade de filtrar adequadamente as substâncias. É uma complicação que se inicia sem sintomas, cujo processo de danificação dos rins é irreversível e pode progredir, com a piora gradativa da função dos rins e até converter-se em insuficiência renal crônica terminal, que são casos que é necessário o transplante de rins ou diálise, como forma de tratamento.


Entretanto, um bom controle da pressão arterial, como da glicemia e do colesterol são capaz de evitar essa complicação e, caso já possua, essas mesmas medidas são excelentes para evitar sua progressão.


A chance de um portador de diabetes ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%, sendo que acomete o diabetes mellitus tipo 1 com maior frequência e agressividade.

COMO IDENTIFICAR A NEFROPATIA DIABÉTICA?


O diagnóstico da doença não é complicado! Através de um simples exame de urina e de sangue é possível analisar o bom funcionamento renal.


Uma das proteínas que circulam no sangue é a albumina. Os rins, quando saudáveis, retem proteína no corpo e não permitem a sua eliminação pela urina. Na fase inicial da nefropatia diabética, no exame de urina é possível detectar pequenas quantidades dessa proteína (a albumina), chamado de microalbuminúria. Caso o diabetes continue descontrolado, pode ocorrer quadro de macroalbuminúria, ou seja, grandes quantidades de albumina na urina.


A relação do valor de albumina/creatinina urinária estima se a albumina pela urina existe ou não, e o esperado é que não haja perda de proteína pela urina. Isso expressa se há ou não lesão das células dos rins pelo diabetes, através dos valores abaixo:


<30mg/g: normal

30-300 mg/g: Microalbuminúrica

>300 mg/g: Macroalbuminúria


Para de avaliar se há redução da função dos rins, ou seja, se os fins estão ou não estão filtrando adequadamente, o teste de avaliação chama-se Taxa de Filtração Glomerular, que é feito através da fórmula CKD-EPI que necessita de dados clínicos do paciente (idade, gênero e cor), assim como o valor da creatinina basal, do exame de sangue. Com esses dados o médico é capaz de classificar o grau de disfunção dos rins que vão desde estágios 1 a 5, sendo o último mais grave.

O QUE A PESSOA SENTE QUANDO TEM NEFROPATIA DIABÉTICA?

A doença não costuma apresentar sintomas. Muitos pacientes, no entanto, notam que a urina passa a ficar espumosa. Quando a doença apresenta estágios avançados, náuseas, anemia e falta de apetite são comuns, assim como a piora do controle da glicose e aumento de eventos de hipoglicemias.


O QUE FAZER?

Não fique alarmado, pois medidas como disciplina do paciente e boas orientações médicas são suficientes para evitar a progressão da doença:



  • Controle da glicemia através do ajuste do tratamento. Esse quesito é muito importante a dedicação do paciente, pois a glicemia tem mais variação quando já instalada a nefropatia diabética.

  • Evitar drogas (ou ajustar suas doses), que podem piorar a função dos rins. Converse com seu médico;

  • Controle rigoroso da pressão arterial;

  • Redução da ingesta de sal e de proteína (para cerca de 0,8g/kg/dia)

A grande maioria dos brasileiros já consomem pouca proteína na sua dieta tradicional, mas se você foge essa regra e pratica a dieta low carb, na qual há redução da ingesta alimentar de carboidratos e aumento de gorduras e proteínas, ou mesmo outras dietas que aumentam as proteínas no cardápio, como paleolítica ou carnivor, não há o que se preocupar, pois mesmo a redução da ingesta de proteína para o total sugerido pelos nefrologistas, é possível comer bastante proteína. Basta discutir com uma nutricionista a orientação nutricional no seu caso!

Caso já exista perda importante da função renal (insuficiência renal avançada), é necessário se submeter à hemodiálise ou até mesmo à realização de transplante renal. Sempre que possível, se o paciente apresenta boas condições de realizar o transplante deverá fazê-la, principalmente se o mesmo tiver um doador renal relacionado, ou seja, um parente doador.


Discuta com seu médico sobre nefropatia diabética, apresente seu questionamento para a prevenção, o bom tratamento e os devidos cuidados com seus rins. Não deixa de compartilhar essa postagem para aquelas pessoas que sofrem de diabetes!!!🤓🤓🤓


Esperamos que tenha gostado dessa postagem, da qual participa o Dr. Marcio Krakauer, endocrinologista coordenador do Departamento de tecnologia, saúde digital e telemedicina da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), a ADIABC (Associação de Diabetes do ABC) e a Liga de Diabetes da Faculdade de Medicina do ABC.


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Uma atuante no metabolismo funcional e low carb que tem o objetivo de utilizar e agregar a tecnologia como complemento do tratamento de pacientes com distúrbios metabólicos, prestar informações relevantes sobre as doenças metabólicas e propiciar um meio para compartilhamento de experiências no enfrentamento dessas doenças e incentiva-los na busca de qualidade de vida!

Dra Lia Lima

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